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3 de agosto




Hoje faz 26 anos que conheci o americano que se tornaria meu marido.


Foi por acaso, mas acaso existe?


Eu estava pela primeira vez na minha vida no Central Park. Ele lá sozinho com sua bicicleta, assistindo ao show de música caribenha durante o Summerfest em pleno calor de agosto em NYC.


Foi um encontro sem ter marcado nada, mas eu estava com uma amiga americana que o conhecia, então foi sem querer, mas ele a viu e se aproximou pra conversar.


Eu me lembro que o achei interessante. Ele falou bem da “City That Never Sleeps”, com uma certa paixão.


Eu, como sempre, prestando atenção na conversa, na minha amiga que fazia perguntas sem parar e ele respondia e fazia perguntas também enquanto olhava para ela e para mim.


Essa minha amiga estava morando no Brasil, nós nos tornamos amigas pelo entusiasmo que ela tem pela vida, e acho que pelo meio jeito espevitado, mas responsável de ser, e já engrenada na vida profissional e tal.


Eu já falava inglês e trabalhava com britânicos em São Paulo, ela não se conformava que eu nunca tinha vindo para os Estados Unidos, e que tinha morado em Londres, e amava lá e também toda a Europa.


Ela então me convidou para conhecer “New York City.”


Foi um convite que eu tive que recusar porque não cabia no orçamento daquele ano, já que estava com viagem programada para passar uns dias em dezembro em Londres. Mas ela insistiu tanto e com tanta alegria e gentileza que eu aproveitei a oportunidade para me divertir, porque com ela tudo era e ainda é uma aventura.


Bom, cheguei de férias em NYC no dia 2 de agosto de 1997 com ela e a mãe dela. Voamos juntas, ela saiu do Rio e eu e a mãe dela pegamos o mesmo voo em São Paulo. Vim muito bem acompanhada e assim com tudo meio programado para a minha primeira visita aos Estados Unidos. Ficaríamos na casa da tia dela, no UWS (região Upper West Side de Manhattan), e assim foi.


No dia 3 de agosto de 1997, fomos para o Central Park e paramos para ouvir a música que tocava, e lá estava o americano, sua bicicleta e sua paixão por música, incluindo ritmos caribenho e latino.


Concluo que a curiosidade dele pela música e pelo Brasil, uma brasileira a sua frente favoreceram a nossa história que completa 26 anos, seja ela por acaso ou não!


Rose Sperling

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