Felicidades




Às vezes é mais fácil entender e perdoar um amigo a que nosso parceiro.


Mas porquê se foram eleitos da mesma forma?


Assistindo uma série bem ruinzinha chamada "Amigas para sempre", que retrata a amizade entre duas adolescentes e se desenrola ao longo da vida, vemos uma das protagonistas perdoando a amiga várias vezes. O discurso é sempre o mesmo; é o jeito dela; ela é assim; é fulana sendo ela mesma.... E o que difere dos parceiros eleitos igualmente?


Nada.


Parece que somente eles não podem errar, amigos podem.

Outro dia ouvi de um amigo que se eu estava chateada era porque queria, que nos dias de hoje a gente não tem que aturar nada. Será?


Pensei na efemeridade das relações. Se estivesse chateada com um amigo deixaria prá lá. Quanta pressão colocamos no parceiro para satisfazer expectativas que muitas vezes são só nossa.


Talvez tenha sentido vontade de escrever uma mensagem de "boa sorte" por causa da proximidade do casamento de um primo. Ou talvez por ver o casamento de uma amiga acabar.


Dizer que uma relação se constrói ao longo do tempo com envolvimento de ambos igualmente determinados. Que o tempo leva muito tempo para acontecer. Que é preciso sabedoria e discernimento. Sabedoria para a dureza dos momentos e discernimento para entender o que é expectativa sua ou do outro, saber entender e acolher.


Dizer que é necessário sempre lembrar porquê e pelo o quê se apaixonou a ponto de querer festejar essa união. Que os momentos difíceis virão, é inevitável, mas manter o olhar manso como quem olha de fora é importante para achar soluções.


Que amar é um ato de coragem, é se jogar rumo ao desconhecido e o outro é um universo completamente novo e singular.


Dizer apenas felicidades é pouco, muito pouco para tudo que desejo para quem vai começar ou para quem vai recomeçar.







*clique AQUI para mais textos de Keli Lambert.

© 2020 - Eu não anoto nada - por Tati Montenegro

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