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Memórias Emocionais



Por qual igualdade lutamos, nós mulheres?


Eu, pessoalmente, defendo a ideia de que homens não são mais capazes do que as mulheres. A igualdade no desenvolvimento de habilidades e competências intelectuais deve ser vista de forma igualitária para ambos.


Quando falamos de memória afetiva e como ela ocorre, talvez eu pense na diferença entre os dois sexos.


Outro dia, eu estava lendo um estudo realizado na Universidade Stanford, onde a conclusão é de que as mulheres memorizam eventos de forte conteúdo emocional de forma diferente.


Comecei a refletir sobre o assunto e não é que é verdade?


Os homens têm certa dificuldade em lembrar coisas que para nós, mulheres, são inesquecíveis, como a roupa que estávamos usando no dia em que nos conhecemos, a frase que foi dita antes do primeiro beijo, o apelido usado naquele momento, o percurso daquele dia tão especial ou o motivo da última briga.


Mas o que parece desleixo, desinteresse ou frieza por parte dos homens agora ganha uma explicação dada por cientistas, pois eles descobriram que homens e mulheres usam partes diferentes do cérebro para armazenar memórias emocionais e que o cérebro feminino é mais bem equipado para acessar as informações desse "banco de sensações" que são experimentadas.


Alguns estudos já haviam constatado que há uma diferença significativa na maneira como o cérebro do homem e da mulher armazenam memória. Já esse novo estudo sugere que essa disparidade não é resultado de treinamento ou prática, mas de uma diferença química inata na utilização dos circuitos neuronais do homem e da mulher.


As mulheres produzem memórias mais rapidamente ou com maior intensidade emocional e têm memórias mais vívidas do que seus parceiros em eventos como o primeiro encontro, aquele almoço especial, uma comida diferente que comeram juntos ou uma discussão.


Essas memórias emocionais são armazenadas de forma mais detalhada e são mais facilmente acessadas pelas mulheres. Isso pode explicar por que muitas vezes os homens parecem esquecer certos momentos importantes ou não dar a mesma importância emocional a eles.


No entanto, é importante ressaltar que essa diferença na forma como homens e mulheres armazenam memórias não significa que um sexo seja superior ao outro.


Cada um tem suas próprias habilidades e características únicas.


A memória afetiva é apenas um exemplo de como homens e mulheres podem ter experiências diferentes, mas igualmente válidas.


Mas, por que mesmo que ficamos tão chateadas quando um detalhe do tal “banco de sensações” é esquecido pelos homens?


A resposta é simples, porque somos mulheres.


Gostamos de detalhes, de atenção, de “miudezas” afetivas, que não seja confundido jamais com “migalhas” afetivas.


Como resolver uma questão bioquímica dessas?


Na minha opinião, devemos contar sobre a importância das “miudezas” nas nossas vidas tantas vezes quantas forem necessárias, caso contrário, a frustração sempre estará presente.


Acredito, também, que seja importante que os homens se esforcem para prestar mais atenção aos detalhes emocionais que são significativos para nós mulheres.


A comunicação aberta e honesta é fundamental para que ambos os sexos possam entender e respeitar as diferenças na forma como armazenamos memórias emocionais.


Fernanda Papa de Campos

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